quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Voltando...

Passei muito tempo longe dos posts. Um longo e tenebroso inverno se apossou da minha alma nestes últimos meses. Durante este período, entendi que nada neste mundo é mais importante que ter saúde, que somente isso é sinônimo de felicidade. A cada novo amanhecer penso como seria se fosse como antes, mas o agora é bem diferente do ontem. Um tom de melancolia, de saudade, de amor e uma sensação de não pertencer, de falta, de vazio. Não importa que o amanhã seja um novo dia, o meu dia interior ainda anseia pelo ontem, com saudade do que passou. Apesar disso, me resta agora continuar... e, por isso estarei mais presente aqui; para me ajudar a continuar... Um beijo...

95% OU 5%?

Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu? Que nada! Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei. Veja o que disse: “ Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez”, disse, levantando a voz e um silêncio de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou. Desde que comecei a lecionar, isso já faz muitos anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro, apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume. São medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que realmente fazem a diferença, de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e poderia generalizar ainda mais; de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo sabendo ter investido nos melhores. Mas infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos a aula de hoje.” Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre, afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto? Hoje não me lembro de muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então tenho feito tudo para ficar no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não, só o tempo dirá a que grupo pertencemos. Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto. Autor desconhecido

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Com o avanço da tecnologia e dos computadores, esta forma de escrita sobrevive quase que exclusivamente no ambiente escolar

Resolvi postar este texto, pois lecionando para as turmas de pegadogia, percebi que muitas alunas deste curso ainda escrevem com a letra de forma ou bastão e que possuem uma calegrafia que deixa a desejar, principalmente quando se fala em futuras pedagogas. Um desafio para corrigir provas. Em tempos de era digital, o uso da letra manuscrita, sobretudo a cursiva, está ficando praticamente restrito à escola. No mundo do trabalho, dominado pelos computadores, muitos nem se lembram direito como escrever à mão, quanto menos fazer todas as “voltinhas” no caderno de caligrafia. Com exceção de poucos bilhetes ou assinaturas em documentos oficiais, até a própria escrita manual já é rara. Ninguém quer mais escrever no papel com medo de a letra parecer feia ou de não poder mudar de ideia e “deletar”. Enquanto isso, na sala de aula, as crianças passam anos aprendendo a desenvolver diferentes traçados até chegar, finalmente, à letra cursiva, quase sempre a mais complicada para os alunos. Se o trabalho dos professores costuma ser grande e a aplicação prática é pequena, ainda vale a escola reservar tempo para o ensino da letra cursiva? Conhecer apenas a letra de forma não seria suficiente para ser alfabetizado hoje? O tema é controverso e a resposta não é tão simples. Para aqueles que defendem a necessidade da escrita cursiva, tecnicamente chamada de amalgamada, a principal justificativa para o ensino é a fluência, a rapidez que essa forma proporciona na hora de escrever, já que não é preciso tirar o lápis ou a caneta do papel a cada letra. Mas qual é a necessidade de ser tão rápido? Para poder tomar notas durante qualquer situação em que a tecnologia não esteja disponível. Porém, se o uso de computadores, smartphones e tablets se tornar uma realidade nas escolas, ainda assim a letra cursiva teria seu espaço garantido? O especialista em alfabetização João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, acredita que ainda é cedo para colocar essa questão na ordem do dia das escolas. “Pelo menos por enquanto, mesmo nos países altamente influenciados pela tecnologia, a escrita ainda é muito utilizada nas situações práticas da vida. Seria temerário que as próximas gerações não cheguem à vida adulta com esses instrumentos. Se algum dia a escrita manuscrita for abolida, aí sim a escola não precisa se preocupar mais com isso”, afirma. A escrita cursiva ainda é uma exigência em algumas provas, alguns vestibulares e concursos públicos. Mas muitos já passaram a aceitar também a letra de forma ou de imprensa, como também é chamada, desde que seja feita a diferenciação entre maiúsculas e minúsculas. E aí é que está o problema. Muitas pessoas saem do ensino fundamental sem saber fazer as duas formas. O professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Geraldo Peçanha de Almeida explica que na educação infantil muitas vezes os educadores passam três anos ensinando apenas a letra bastão maiúscula (ou caixa alta) para facilitar o processo de aprendizado. Depois a criança começa a aprender a letra cursiva e acaba não treinando suficientemente as letras de forma minúsculas. “E não se pode escrever tudo em letra maiúscula, é um erro ortográfico”, lembra. O docente ressalta que se a escola focasse no ensino dos dois tipos não haveria empecilho em escolher esta forma de escrita ao invés da cursiva se a criança se adaptasse melhor. “Se a escola ensinasse a maiúscula e a minúscula não haveria nenhum problema de a criança escrever o resto da vida em letra bastão”, resume. Dificuldade de aprendizado O processo de ensino da letra cursiva geralmente começa entre os 6 e 7 anos de idade e exige habilidades relacionadas à coordenação motora fina. Até pegar prática e fazer um traçado legível a criança demora cerca de três anos. Isso significa que, em média, por volta dos 9 anos o estudante terá desenvolvido a forma de escrita que utilizará ou não ao longo da vida – dependendo de como a tecnologia evoluir e a sociedade se adaptar às mudanças. Não são raros os alunos que têm dificuldade para aprender a letra cursiva. E existem vários motivos associados ao problema. O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, Luiz Carlos Cagliari, acredita que a deficiência no aprendizado está relacionada à metodologia de ensino. “Em geral, vejo que crianças problemáticas com a escrita não apresentam o mesmo tipo de problema quando desenham. Então, há algo de errado com o modo como são ensinadas. Adotando várias etapas para se chegar à escrita cursiva fica mais fácil.” Cagliari sugere o uso de gabaritos para facilitar a escrita, além de um pouco mais de paciência do educador, que pode deixar o aluno usar a escrita maiúscula ou bastão enquanto ele não se sentir à vontade com a forma concatenada. Entretanto, alerta que o maior problema é quando o aluno não sabe ler escrita cursiva, que muitas vezes é opaca aos olhos da criança, pois as letras não são tão separadas e diferenciadas quanto na forma bastão. Geraldo Almeida defende que a letra cursiva seja ensinada mais cedo, ainda na educação infantil, para facilitar o processo. “A partir do momento que a criança reconhece na letra bastão que determinada marca é ‘A’, se ela reconhece esta marca para o som ‘A’, já pode ser introduzida a letra cursiva.” O professor da UFPR lembra que além da coordenação motora fina da ponta dos dedos, que costuma ser bem exercitada nas escolas e acaba sendo também naturalmente mais desenvolvida por causa da familiaridade das novas gerações com o teclado, é preciso trabalhar todo o segmento do braço para possibilitar a movimentação adequada durante a escrita. De qualquer forma, Almeida acredita que a escola não deve ficar focada apenas na dificuldade da criança porque algumas podem nunca aprender a escrita cursiva, porém isso não significa que não sejam alfabetizadas. Ele diz que insistir nesta forma de escrita prejudica ainda mais o desenvolvimento do aluno. “Não seria o caso de a escola continuar batalhando para a criança fazer a letra cursiva porque esse bloqueio motor vai levá-la a um bloqueio mental também”, afirma. Nesta situação, o professor sugere que a instituição continue o processo de alfabetização desse aluno com letra bastão maiúscula e minúscula. Cagliari insiste que o problema está mais no lado de quem ensina do que de quem aprende. Ele destaca que muitas escolas sequer passam aos educandos o conhecimento de como segurar o lápis de modo correto. “Alguns alunos começam a escrever como se fossem canhotos, colocando a mão acima da linha de escrita, porém usando a mão direita. Alguns escrevem segurando o lápis como se fosse um bastão e ao escrever não conseguem ver o que estão fazendo. Um pouco de disciplina artística no uso do material de escrita ajuda a evitar problemas.” Espécie em extinção? Qual teria sido a reação na época se alguém dissesse que o pergaminho e a caneta-tinteiro iriam desaparecer? Nem sempre as mudanças são vistas com entusiasmo em um primeiro momento. Será que a letra cursiva – quiçá a escrita manuscrita de forma geral – também está próxima de se tornar obsoleta? Os especialistas se dividem entre os mais puristas, que temem a perda deste conhecimento, e os mais vanguardistas, que acreditam que é preciso evoluir com a tecnologia. Porém, todos concordam que no momento atual a escrita ainda é uma necessidade social. “Do homem das cavernas ao homem moderno, precisamos da escrita por uma questão de cidadania”, afirma o professor da UFPR. Entretanto, ele mesmo acredita que esta realidade está com os dias contados e diz que se no mundo do trabalho a escrita manuscrita sobreviver por mais 10 anos, no ensino fundamental não passará de 50 anos, o que significa que os professores precisam desde já começar a debater a questão. “A letra manual não tem mais espaço na sociedade. Porque não temos mais o cronológico (tempo) disponível para ela”, dispara. Já o pesquisador da Unesp não concorda que a escrita manuscrita, inclusive a cursiva, irá desaparecer das instituições de ensino nem da vida das pessoas na sociedade. Por outro lado, Cagliari admite que a escrita via computador poderá ser mais utilizada do que a caneta ou qualquer outra coisa. “Isso é próprio da evolução da civilização e quem não se adaptar irá ficar para trás, com muitos problemas. Portanto, a escola deveria usar cada vez mais computadores para todas as atividades de escrita, desde a pré-escola”. Mesmo assim, ele defende a importância de possuir as duas habilidades de escrita: manuscrita cursiva e escrita digitalizada, pois acredita que a falta de uma delas “significa uma restrição para a vida de um indivíduo no mundo de hoje”. Além disso, Cagliari diz que é uma vantagem cultural dominar todas as formas. Para o presidente do Instituto Alfa e Beto, a escola precisa ser prudente e esperar a escrita desaparecer primeiro antes de agir. Sobre o uso da forma cursiva ainda nos dias de hoje, declara: “A letra cursiva é mais eficiente: você raramente tira o lápis do papel. Esta é a única razão para dominá-la. Mas é uma razão muito forte. É preciso ter muita prudência para não descartar a sabedoria e a experiência acumulada pela humanidade.” Com relação às habilidades motoras que escrever com letras concatenadas proporciona, todos são unâmimes em dizer que não existe uma perda de coordenação no desenvolvimento do aluno que não pratica a escrita cursiva. Esta capacidade é aprimorada em diversas outras atividades escolares. Para responder a pergunta sobre se ainda vale a pena reservar tempo em sala de aula para ensinar a letra cursiva, é preciso “ter bola de cristal”. Existem muitos indícios de que o uso da escrita manuscrita está desaparecendo, sobretudo quando se olha para o mundo do trabalho e para o aumento progressivo dos computadores nas escolas. Porém, ninguém sabe qual é o momento certo de abandonar um conhecimento em prol de outros. O mais importante por enquanto é ponderar sobre a questão para ter a capacidade de se adaptar às mudanças que afetam a sociedade e, consequentemente, não podem ser ignoradas pela escola. Texto publicado na edição de setembro de 2010 da revista Gestão Educacional.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Postura profissional - Como impor respeito quando se é um professor muito jovem?

O início da carreira sempre é repleto de expectativas e inseguranças, ainda mais quando o professor aparenta ser muito novo. Pesquisas sobre a relação entre educador e aluno, no entanto, indicam que a aparência não tem nada a ver com o respeito. Os atributos que os estudantes mais valorizam são: vontade de ensinar, interesse pela vida de cada um, afeto e consideração mútua. Respeito se conquista com domínio dos conteúdos, boa didática e organização do tempo. Mas tome cuidado para não confundir respeito com permissividade ou excesso de rigor. Os alunos rejeitam professores autoritários, displicentes, distantes ou impacientes. Ao assumir uma dessas posturas, você só fomentaria aversão e indiferença. Bem melhor é tentar tirar vantagem do fato de ser e parecer jovem. Isso pode tornar mais fácil sua aproximação. Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento. Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/como-impor-respeito-quando-se-professor-muito-jovem-629504.shtml

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A importância da comunidade e escola na melhoria da qualidade da educação

A educação é um processo contínuo de aprendizado que não pode ser restringido pura e simplesmente à escola. É claro que a escola e professor devem ser facilitadores das informações na produção do conhecimento, entretanto, não há como distanciar a família e a comunidade deste processo, pois só a educação acadêmica não ensina para a vida, para o mundo e a formação do cidadão deve contar, prever a educação do ser humano como um todo. A experiência da Cidade Escola Aprendiz no bairro da Vila Madalena em São Paulo, encabeçada por Gilberto Dimenstein e que hoje já conta com uma equipe competente de educadores, psicopedagogos e outros profissionais, mostra que a comunidade pode desempenhar papel fundamental na questão da oportunidade de uma vida melhor para as crianças e adolescentes, a medida que cada profissional ou empresa da área se predispõe a dar um pouco do seu tempo ou do seu exemplo, ou ainda do seu serviço em prol da melhoria da qualidade de vida, ou da profissionalização dos estudantes, faz com que a escola seja um elemento que une o aluno a algo muito mais extenso, que é a própria vida, o futuro de gerações. Além disso, o exemplo desses jovens vem arrastando outros tantos que estavam perdidos em drogas, prostituição e crimes, há a oportunidade da mudança e há também a mudança de atitude da família em relação a algo que está fazendo bem a comunidade, às pessoas, ao filho, às ruas, muda até a aparência dos becos e praças, quando existe a recuperação de áreas degradadas que passam a ser espaços de convivência para estudo e aprendizado ao ar livre. Dessa forma, para que tudo seja possível e que este modelo, que não é novo, mas sim uma tentativa de junção de várias ideologias de outros pensadores que vem desde a Grécia, é necessário que as famílias acreditem e permaneçam engajadas, que os professores estejam motivados e que as lideranças como a direção da escola sejam fatores para a multiplicação de idéias e ideais, assim empresas, lideranças políticas, autônomos e outros tantos setores da sociedade percebem uma oportunidade e entram com parcerias para somar e trazer o respaldo necessário de mão de obra e investimento. Sozinho ninguém faz nada, mas na soma, na cooperação tudo se encaixa e a educação nova, coerente com as necessidades atuais de aprendizado, buscando a vida e a melhora do mundo se fortalece.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Trabalhando muito, mas já já estou voltando...

Faz tanto tempo que não posto nada por aqui... Muitas aulas estão me consumindo e não tenho tido tempo para nada. Passei apenas para dizer que logo estarei por aqui com ainda mais afinco, mais experiência e espero, muitas novidades...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Você é bom em 'TOMAR DECISÕES'? É JUSTO?

Recebi este texto por e-mail e acredito que ele possa fazer você refletir tanto quanto eu. Acredito que tomar decisões nunca é fácil, principalmente quando há vidas em jogo, mas com esta história é possível entender um pouco sobre a justiça de Deus, que muitas vezes nos parece injusta, mas que apenas está ligada à nossas escolhas, ao nosso livre arbítrio, já que colhemos o que plantamos.
Reflita! Um grupo de crianças brinca próximo a duas vias férreas. Uma das vias ainda está em uso e a outra está desativada. Apenas uma criança brinca na via desativada, enquanto que as outras, na via em operação. O trem está vindo e você está exatamente sobre aquele aparelho que pode mudar o trem de uma linha para outra. Você pode fazer o trem mudar seu curso para a pista desativada e salvar a vida da maioria das crianças. Entretanto, isto significa que a solitária criança que brinca na via desativada será sacrificada. Você deixaria o trem seguir seu caminho? O que você faria? Discuta e anote a decisão e porquê? RESPOSTA: A maioria das pessoas escolherão desviar o trem e sacrificar só uma criança. Você pode ter pensado da mesma forma, eu acho. Exatamente, salvar a vida da maioria das crianças à custa de uma só criança é a decisão mais racional que a maioria das pessoas tomariam, moralmente e emotivamente. Mas, você pensou que a criança que escolheu brincar na via desativada foi a única que tomou a decisão correta de brincar num lugar seguro? Não obstante, ela tem que ser sacrificada por causa de seus amigos ignorantes que escolheram brincar onde estava o perigo. Este tipo de dilema acontece ao nosso redor todos os dias. No escritório, na comunidade, na política... E especialmente numa sociedade democrática, a minoria freqüentemente é sacrificada pelo interesse da maioria, não importa quão tola ou ignorante a maioria seja e nem a visão de futuro e o conhecimento da minoria. Além do mais, se a via tinha sido desativada, provavelmente não era segura. Se você desviou o trem para a outra via, colocou em risco a vida de todos os passageiros. E em sua tentativa de salvar algumas crianças sacrificando apenas uma, você pode acabar sacrificando centenas de pessoas. Se estamos com nossas vidas cheias de fortes decisões que precisam ser tomadas, nós não podemos esquecer que decisões apressadas nem sempre levam ao lugar certo. Lembre-se de que o que é correto nem sempre é popular... e o que é popular nem sempre é correto. E que todo o mundo comete erros; foi por isso que inventaram a borracha e o apagador. 'De tanto ver as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes na mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter a vergonha de ser honesto' Rui Barbosa

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

PÉROLAS DO ENEM 2010

Essas são capazes de fazer com que muitos professores chorem e pensem que tudo está perdido... 'O sero mano tem uma missão...' 'O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas. .' 'O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!' 'A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região.' Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.' 'O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes' 'É um problema de muita gravidez.' 'A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO.' 'Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia' 'A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando' 'O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos.' 'Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil' ... menos desmatamentos, mais florestas arborizadas. ' 'Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia.' 'Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado.' 'Imaginem a bandeira do Brasil.. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira..' '... são formados pelas bacias esferográficas. ' 'Eu concordo em gênero e número igual.' 'Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio.' 'O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas. 'Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos.'

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Enem – mais uma ferramenta para a avaliação das instituições de ensino

Quando vamos nos matricular em qualquer curso de capacitação, normalmente nos atemos a alguns fatores como: prestígio da instituição, material didático, corpo docente, infraestrutura oferecida, metodologia de ensino e currículo. Não necessariamente nesta ordem, mas procuramos verificar todos estes itens antes de efetivamente nos matricularmos. Nesta semana em que nos deparamos com os resultados do Enem ficam alguns questionamentos com relação à qualidade das escolas no Brasil e quanto aos resultados tão diversos entre escolas particulares e públicas. Atualmente no país, as escolas de educação fundamental e nível médio particulares apresentam um ensino extremamente superior às escolas das redes municipal, estadual e federal, mas nem sempre foi desta forma. Nos primeiros tempos do século passado (e isso não faz tanto tempo assim!) as escolas públicas eram muito concorridas, uma disputa tão acirrada quanto a que ainda assistimos nas universidades. Infelizmente, após os anos da ditadura, muita coisa mudou e o nível de ensino foi ficando cada vez pior. Neste momento, tanto para alunos, quanto para professores, a infraestrutura e as melhores oportunidades estão dentro do setor privado, salvo raras exceções. A escolha da instituição vai além do índice apresentado no Enem, isso porque nestes 13 anos em que a prova é aplicada, os especialistas em educação não vêem grandes mudanças nas práticas de ensino, a não ser no que se refere à inclusão de gráficos, tabelas e textos, o que possibilita ao aluno um raciocínio mais racional e analítico. Apesar disso, segundo o INEP, a média de hora-aula nas escolas públicas fica em torno de 4,8 horas diárias e nas particulares 4,7, o que está muito próximo. Quanto aos gastos individuais, o governo vem aumentando, passando de R$ 1.571,00 em 2001 para R$ 2.336,00 em 2009, e a média da mensalidade anual das escolas particulares está em R$ 2.335,00. Esses números mostram que em termos de valores investidos e de horas-aula, está tudo muito parecido, porém na prática é tudo bem diferente! No ensino médio, por exemplo, a instituição deve oferecer aos alunos um corpo docente capaz de elaborar propostas pedagógicas diversificadas e atrativas, que proponham a discussão e que possibilitem o interesse, manter também um bom relacionamento com os alunos é fundamental. Quanto a infraestrutura, a escola deve oferecer locais apropriados e atrativos para estudo, espaço para o lazer, uma boa biblioteca que desperte a leitura, sala de informática e laboratórios equipados. Infelizmente, essa não é a realidade da maioria das escolas mantidas pelo governo. Entretanto, acredito na mudança, pois para que o país cresça em seus índices de desenvolvimento, um dos pilares mais importantes é o investimento em educação e, gradativamente, percebemos que é uma questão de tempo. As coisas não funcionam na velocidade que gostaríamos, mas algo já está acontecendo, mesmo que o Enem ainda não seja o ideal, mesmo com as falhas que ocorrem ano a ano, ainda assim estão ocorrendo esforços em prol de algo melhor, então cabe a nós professores também fazermos a nossa parte, estudando e trabalhando para um futuro melhor, que garantirá não só um ensino de qualidade, mas um trabalho mais digno e mais reconhecido para todos.

sábado, 27 de agosto de 2011

Construindo um empreendimento educacional de sucesso

Acredito que um assunto interessante para um professor é a decisão de continuar a ser funcionário, ou optar por montar o seu próprio negócio.
Ser empreendedor não é uma tarefa fácil, mas se constitui em uma boa alternativa para aqueles que têm um certo capital de investimento e que desejam utilizar todo o seu conhecimento para constituir um negócio que pode ser muito lucrativo, mas que acima de tudo esteja revestido das melhores intenções e anseios de um bom educador. Afinal, nem sempre conseguimos compartilhar dos mesmos ideais dos nossos colegas e coordenadores. Dessa forma, a melhor maneira de focar seus esforços em algo que tenha a sua assinatura é optar por ser dona do seu "nariz".
Para isso é preciso ter em mente que um empreendimento educacional deve ser criado com bases pedagógicas sólidas, visando proporcionar a alimentação dos saberes nos alunos e dando a tranqüilidade necessária aos pais.
Não basta apenas a escola ser um lugar do qual a criança volte feliz, bem tratada fisicamente, ela precisa ser estimulada a aprender desde a educação infantil, para que cresça também entendendo os motivos pelos quais está aprendendo aquele conteúdo, este é um dos princípios do modelo construtivista.
Montar um empreendimento educacional que apenas se assemelhe aos tantos outros já existentes é correr o grande risco de ser apenas mais um na multidão, que não oferece a novidade, a inovação; nesse sentido, o educador/empreendedor deve procurar a criatividade, com arrojo para conseguir atender a demanda existente de clientes / pais que queiram oferecer novos rumos e novas possibilidades de saberes aos seus filhos visando inseri-los neste mundo de tantas possibilidades.
Na organização de um empreendimento educacional bem sucedido, alguns pontos devem ser levados em consideração, como a coerência da administração com os funcionários, buscando colaboradores que tenham os mesmos objetivos e formação pedagógica condizente com o projeto idealizado, investimento em cursos e grupos de estudo para que exista sempre a troca de informações e novos conhecimentos, investimento físico em manutenção das instalações e preocupação com a higiene, estabelecer relações de cumplicidade entre professores e corpo diretivo / pedagógico, possibilitando um tipo de poder para o professor que confira a ele a oportunidade de trazer inovações a sua prática educacional.
Outro aspecto importante é poder contar com parcerias, principalmente entre os sócios do empreendimento, que possibilitem melhorar a gestão do negócio, como contar com um administrador, que seja independente da função de coordenador pedagógico, para que ele cuide do conceito de qualidade total, dessa forma se preocupando com as questões práticas; e também a figura de um profissional de comunicação e marketing que possa estar à frente da assessoria de comunicação atuando junto a mídia, bem como procurando entender como lidar com o cliente, atendendo as suas necessidades.
Entretanto, o mais importante é que, dentre todos estes aspectos envolvidos na organização e construção de um empreendimento escolar, nunca devamos nos esquecer que o aluno é a figura mais relevante neste processo e que então, ele tem o direito de se divertir enquanto aprende para que a sua boa formação seja o quesito preponderante da escola.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Artigo aprovado no Congresso Internacional de Administração



É com muita satisfação que venho aqui publicar que meu artigo, um filhote do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na Faculdade de Tecnologia Rubens Lara foi aprovado e será publicado nos anais do Congresso Internacional de Admnistração que acontecerá em setembro de 2011 em Ponta Grossa, no Paraná.
Sob o título Eventos Corporativos e seus resultados: uma análise qualitativa e quantitativa no segmento de transportes. O artigo pode ser visto na íntegra no link a seguir: http://www.admpg.com.br/2011/selecionados.php?ordem01=autor&ordem02=autor
Visitem!

Catapultar a carreira não é fácil, mas também não é impossível

Ouço gente falando que a vida não dá certo, que tem gente que está bem melhor na carreira, que as oportunidades só surgem para os outros. Bom, posso dizer que sei de cor estas frases, pois em muitos momentos da minha vida eu mesma as proferi, mas quero dizer que ando cada vez mais convicta de que tudo pode ser mudado de uma hora para outra, basta um pouco de coragem e força de vontade.
No fundo é uma questão de se aventurar, de deixar os caminhos livres para o que está acontecendo a sua volta, mas também é uma questão de atualização, estudo e estar antenado com as mudanças constantes.
Nem preciso dizer que tecnologia é fundamental, e que nesta área estão faltando profissionais. Agora acabo de ler que também nas áreas de marketing digital e logística o campo está bem fértil.
Para os professores, as coisas não estão diferentes. Quem souber aproveitar as oportunidades tem condições de ser muito bem remunerado na profissão, mas trabalhar muito faz parte deste processo.
Bom, com tudo isso quero dizer que estou na luta para mudar a direção do meu veleiro e seguir bons ventos, que me levem ao sucesso.
Faça isso você também, dá trabalho, o investimento pode não ser pequeno, mas está valendo a pena, nem que seja por satisfação pessoal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. (Paulo Freire)

FELIZ DIA DO ESTUDANTE


Pois é pessoal, hoje dia 11 de agosto é o dia do estudante.

Lá pelos idos de 1827 nosso ilustríssimo D. Pedro I abriu os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país. Em São Paulo e Olinda. Após algum tempo, o curso da capital de São Paulo acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, emprestando mais tarde o nome que viria a ser conhecido como referência em faculdade de Direito. Desde então, nove Presidentes da República, escritores e artistas se formaram na faculdade que hoje faz parte do complexo da USP.
O Dia do Estudante nasceu da iniciativa de Celso Gand Ley para homenagear os estudantes em 1927.

Parabéns a todos aqueles que estudam por um futuro melhor, que se esforçam para contribuir com seu país e com a sociedade, adquirindo conhecimento e fazendo do seu trabalho, fonte de saber e esperança.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ensino EAD - Oportunidade para quem se dedica

Falar de educação é quase um lugar comum, pois todo mundo entende um pouquinho, acha que está ruim, que poderia melhorar aqui e ali, mas as pessoas falam do assunto assim como falam de futebol, vão no chutômetro e todo torcedor se acredita o melhor técnico do Brasil, não é verdade?

Pois é, mas em educação a coisa não pode ser assim tão superficial, afinal este é um assunto que interessa diretamente a todos, mas que principalmente é uma pauta que remete e interfere diretamente no desenvolvimento do país.

Quando se fala em Ensino à Distância, os famosos EADs, o assunto vai longe. Uns dizem que não presta, que é pouco incisivo, não há cobrança, o aluno estuda se quiser e que nada substitui a presença do professor na sala de aula.

Claro que eu estaria aqui não defendendo a classe se falasse que a presença do professor possa simplesmente ser suprimida, pois sim, acredito no trabalho de nós professores, mas também e sempre acredito no aluno, no ser humano capaz de aprender pelo seu esforço e, com isso vencer.

Em minha opinião o EAD veio para ficar, é a forma mais ágil de se qualificar em um mundo competitivo e tecnológico, encurta a distância, diminui custos e sinceramente é capaz de ensinar.

Falo por mim que estudo à distância. A minha disciplina é muito mais importante neste processo de aprendizagem, no qual posso dispor de um tempo muito curto para estudo, mas nem por isso deixo de me qualificar.

Defendo a idéia da faculdade à distância em sua segunda modalidade. O que seria isso? Acredito que o aluno não deve suprimir a oportunidade do estudo presencial quando o assunto for a sua primeira faculdade, especialmente se a sua condição permite optar por um curso presencial. Os momentos na faculdade neste primeiro contato com a área acadêmica são muito enriquecedores. Entretanto, defendo a idéia de que uma segunda faculdade, um curso de aperfeiçoamento, uma pós graduação possam ser realizados na modalidade à distância, até porque neste ponto o aluno está em outtro momento da formação, em que se permite ter mais responsabilidade e disciplina.

Po outro lado ainda, apóio a ideia de disseminar o ensino à distância para comunidades afastadas, onde não haja a possibilidade de ministrar aulas presenciais.

O que quero dizer com tudo isso? Digo na verdade que sou à favor da discussão, mas muito mais a favor de opções de aprendizagem que permitam ao aluno escolher pela sua própria carreira, com sabedoria, disciplina e comprometimento, sendo que o papel da escola como instituição é oferecer o melhor conteúdo, nas diferentes modalidades e o professor tem que se adequar às novas tecnologias sendo um grande agente que permita o aprendizado em qualquer que seja o meio, afinal a figura do professor nunca deixará de existir, sendo ele presencial ou virtual.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

USP transfere graduação da Poli para Santos

O Conselho Universitário da USP (Universidade de São Paulo) aprovou nesta terça-feira (28/06/2011) a transferência do curso de Engenharia de Petróleo, da Poli (Escola Politécnica), para Santos, no litoral de São Paulo.
O curso oferece dez vagas e começa a funcionar em Santos em 2012. A mudança já tinha sido aprovada pela Poli.
FONTE: Site Uol

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fuja da bobagem acadêmica; conheça dez dicas para ler artigos científicos

"A Nova Roupa do Imperador", do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), conta a história de dois vigaristas que enganam um monarca dizendo possuir um tecido que apenas pessoas inteligentes podem ver. Por vaidade, ninguém é capaz de reconhecer que a roupa confeccionada como o pano mágico não existe e que o rei, na realidade, está nu.



Protegidos pelo mesmo princípio que os malandros da fábula, alguns artigos acadêmicos são desprovidos de qualquer sentido. Negar a erudição e o conteúdo de certos textos é sinônimo de tolice ou incapacidade.



Para o professor Italo de Souza Aquino, qualquer um pode --e deve-- ler escritos do gênero. Porém, por seguir regras específicas, a linguagem é bem diferente do que encontramos em um romance ou um jornal, características que dificultam a leitura.



Pensando em facilitar a atividade e fugir das fraudes, Italo escreveu "Como Ler Artigos Científicos" (Saraiva, 2010), livro que desmistifica qualquer paradigma sobre o assunto.



Desenvolvido originalmente para estudantes de graduação, mestrado e doutorado, o título pode ser usado por qualquer pessoa. Abaixo, conheça dez estratégias para ler artigos acadêmicos.





1. Artigo científico não é para ser memorizado;



2. A leitura de artigos científicos não deve ser de capa a capa; tenha liberdade de ler a parte que mais lhe interessa;



3. Faça marcações em palavras, frase ou parágrafos que sejam interessantes para seu uso (numa revisão bibliográfica ou simplesmente para alguma consulta mais adiante);



4. Escreva no próprio artigo alguma ideia ou o que for preciso. Não tenha medo de escrever no seu artigo. Anotações em artigos, livros e revistas, fazem parte do processo de leitura (aprendizagem);



5. Arquive os artigos já lidos em lugar de fácil acesso;



6. Inicie sua leitura pelo Título e, em seguida, vá para o Resumo; depois, escolha que direção tomar;



7. Quando o resumo transmite informação suficiente sobre algo de que você já tem conhecimento, você poderá até pular a Introdução e ir direto para as Conclusões;



8. Tente ler sempre o original (impresso ou no computador); às vezes, fotocópias podem mascarar alguma linha em gráfico ou algum detalhe em fotografias ou radiografias;



9. Não hesite em marcar todas as palavras ou frases que você não entenda; marque TODAS (com um marca texto) e depois da leitura utilize um dicionário técnico para tentar entender as palavras desconhecidas;



10. Haverá 'coisas' no artigo que você não entenderá (uma palavra, uma expressão, um método) mesmo depois de buscar seu significado em dicionário, faça um grande favor a você mesmo: releia o artigo, seção por seção, e então você verá, como será mais fácil desta vez.



da Livraria da Folha, publicado em 16/09/2009 - link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/799399-fuja-da-bobagem-academica-conheca-dez-dicas-para-ler-artigos-cientificos.shtml

Ser chique sempre

Resolvi colocar este texto aqui porque acredito que para ser chique, temos que ter em primeiro lugar educação. Então, como o foco do blog é esse, vamos à leitura. Vale a pena!


Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.


O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.


Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.


Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.


Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o celular" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!


Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.


Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Chique mesmo é ser feliz!


Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!


Por Glória Kalil